Dicas para potenciais alunos

Esta página complementa a Ingresso na pesquisa com expectativas mais concretas. Se você pretende fazer pesquisa comigo — em um TCC, em uma Iniciação Científica, na PGDW ou no PPGESP — vale a pena ler tudo com calma. Nada aqui é difícil; são apenas combinados que tornam a orientação leve e produtiva para nós dois.

Antes de me procurar

  • Dê uma olhada nas minhas linhas de pesquisa, nos meus orientandos atuais e ex-alunos e nas minhas publicações.
  • Se puder, converse com quem já trabalhou comigo. Ninguém melhor para contar como é o dia a dia.
  • Ao me escrever, apresente-se: diga quem você é, o que te interessa e por que quer fazer pesquisa (de preferência, comigo). Mensagens genéricas de “tenho interesse em fazer TCC” costumam não levar a lugar nenhum.

Responsividade (o ponto mais importante)

Se eu pudesse destacar uma única coisa, seria esta: seja responsivo(a).

  • Espero retorno às minhas mensagens em até cerca de 24 horas em dias úteis.
  • Não me importo se você trabalha de manhã, à tarde ou de madrugada — me importo que você responda e mantenha o trabalho andando.
  • Períodos legítimos de ausência (provas, viagem, trabalho, saúde) acontecem e são normais. Só peço que você avise com antecedência. Sumir sem dar notícia é o que realmente atrapalha.

Requisitos técnicos

Você não precisa dominar tudo desde o primeiro dia, mas espera-se que tenha (ou esteja disposto a aprender rapidamente):

  • Git e algum fluxo de controle de versão (GitHub/GitLab).
  • Linha de comando — conforto básico no terminal.
  • Programação, de preferência em alguma linguagem de script (ex.: Python).
  • Escrita técnica em Markdown e/ou LaTeX.
  • Leitura de artigos científicos — saber localizar, ler e resumir um paper.
  • Inglês, ao menos para leitura. Boa parte da literatura relevante está em inglês.

Habilidades essenciais para qualquer aluno

Independentemente do tema, algumas competências de comunicação e organização fazem toda a diferença:

  • E-mail e mensagens. Escreva de forma clara: cumprimento, contexto e um pedido objetivo. Evite mensagens de uma linha sem contexto.
  • Reuniões. Proponha horários, use ferramentas de agenda quando necessário e confirme presença. Se for marcar, marque de verdade.
  • Participação ativa. Faça anotações, traga perguntas e esteja presente (de preferência, com a câmera ligada em encontros on-line).
  • Pontualidade. Chegue no horário e avise imediatamente se for atrasar.
  • Saber pedir ajuda. Antes de perguntar, conte o que você já tentou. “Travei aqui e testei X e Y” vale muito mais do que “não consegui”.
  • Receber feedback. Crítica é sobre o trabalho, nunca sobre o seu valor como pessoa. Encare como combustível para melhorar.
  • Saber pesquisar. Busque, leia a documentação e tente resolver sozinho(a) antes de recorrer a mim. Autonomia é parte do aprendizado.
  • Honestidade. Não saber algo é absolutamente normal. Assuma o que você não sabe e comprometa-se a descobrir.

Se você leu até aqui e se identificou com o que está escrito, ótimo: provavelmente vamos nos dar bem. Entre em contato e vamos conversar!

Esta página é (descaradamente) inspirada no material do Prof. Gustavo Pinto, adaptado para refletir minha experiência e expectativas como orientador.